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SP - Litoral,08/05/2026

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    Câmara aprova programa de ações para ajudar escolas na adaptação às mudanças climáticas

    camara.leg.br
    Câmara aprova programa de ações para ajudar escolas na adaptação às mudanças climáticas


    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Socorro Neri (PP-AC)

    Socorro Neri, relatora do projeto


    A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui o Programa Nacional de Escolas Resilientes e Sustentáveis para ajudar na adaptação às mudanças climáticas e no uso de recursos naturais. A proposta será enviada ao Senado.


    De autoria do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), o Projeto de Lei 2841/24 foi aprovado na forma do substitutivo da relatora, deputada Socorro Neri (PP-AC).


    O texto prevê ações como a instalação, a manutenção e a melhoria dos sistemas de drenagem, ventilação e climatização; sistemas de energia renovável e equipamentos eficientes; e uso racional da água, da energia e gestão de resíduos. Um regulamento poderá definir novas ações para essa sustentabilidade.


    Outras ações incluem a arborização para evitar incidência solar e diminuir a temperatura média no ambiente, colaborando para menor necessidade de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.


    Poderão ser feitas ainda reformas e melhorias estruturais para aumentar a resistência e resiliência das edificações a eventos climáticos extremos.


    Paralelamente, planos de contingência e simulações de emergência poderão fazer parte de ações de prevenção.


    A relatora, deputada Socorro Neri, afirmou que a proposta promove maior segurança, qualidade e continuidade do processo educacional, em sintonia com os desafios impostos pelas mudanças climáticas.


    "O aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos tem impactado diretamente a infraestrutura escolar, comprometendo não apenas a integridade física das unidades educacionais, mas também o direito fundamental à educação", disse.


    Adaptação climática

    Para receber recursos públicos, as escolas que aderirem ao programa deverão elaborar projetos de adaptação que considerem os riscos climáticos, ambientais e socioeconômicos, indicando soluções adequadas de acordo com as especificidades locais.


    Esses projetos devem conter, no mínimo:



    • diagnóstico dos riscos e vulnerabilidades das escolas beneficiadas;

    • projeto de adaptação das instalações de ensino; e

    • plano de ação e cronograma de implementação.


    Para o público quilombola e indígena, o texto prevê que os projetos devem ainda considerar as especificidades culturais e as necessidades de cada comunidade, respeitando seus modos de vida, saberes tradicionais e formas próprias de organização.


    Durante o debate em Plenário, a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) ressaltou que várias escolas já estão preocupadas com o tema. "As escolas estão mais quentes, o ar-condicionado não dá conta, é doença respiratória e falta de crianças pelas crises", disse.


    Orçamento e monitoramento

    O dinheiro para os projetos de adaptação virá do Orçamento da União e de outras fontes de financiamento, inclusive convênios, transferências voluntárias e doações.


    Já a efetividade do programa será avaliada periodicamente pelo Poder Executivo a partir de indicadores monitorados e divulgados anualmente.


    Entre os indicadores deverão ser usados a redução do consumo de energia e água, o aumento da cobertura vegetal e o número de escolas com planos de contingência implementados.



    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Tarcisio Motta (PSOL - RJ)

    Tarcísio Motta, autor do projeto


    A priorização dos investimentos públicos na melhoria da resiliência das escolas a eventos climáticos extremos deverá levar em conta o nível de risco e de vulnerabilidade das instalações, monitorado periodicamente segundo disponibilidade orçamentária e financeira.


    A gestão do programa caberá ao governo federal, em articulação com os estados e os municípios.


    Objetivos

    O texto define vários objetivos do programa, como:



    • fortalecer a gestão de riscos e a preparação das comunidades escolares para emergências climáticas;

    • fomentar a inclusão da resiliência climática e da sustentabilidade na dinâmica escolar e nas atividades pedagógicas; e

    • promover campanhas educativas e ações de comunicação voltadas à comunidade escolar sobre adaptação climática e sustentabilidade.


    Entre as diretrizes destacam-se:



    • avaliação e diagnóstico da vulnerabilidade das escolas às mudanças climáticas, eventos extremos e desastres;

    • capacitação e formação continuada de gestores, profissionais da educação e comunidade escolar;

    • incentivo à participação da comunidade local; e

    • integração com os planos decenais de educação.


    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei




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