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SP - Litoral,07/07/2026

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    Comissão aprova prioridade para teste do pezinho e outros exames de triagem neonatal

    camara.leg.br
    Comissão aprova prioridade para teste do pezinho e outros exames de triagem neonatal


    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Deputada Silvia Cristina fala ao microfone

    Silvia Cristina recomendou a aprovação do projeto


    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 232/24, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para garantir prioridade aos procedimentos relacionados à triagem neonatal, como o teste do pezinho.


    A prioridade deverá ser adotada por estabelecimentos de saúde públicos e privados.


    O texto também autoriza gestores de serviços de saúde, públicos e privados, a firmar acordos e convênios para agilizar a emissão dos laudos desses exames.


    Mudanças no texto original

    A relatora, deputada Silvia Cristina (PP-RO), recomendou a aprovação do projeto, da deputada Rosangela Moro (PL-SP), com uma emenda que atribui ao Ministério da Saúde a competência por regulamentar a medida no Sistema Único de Saúde (SUS).


    Teste do pezinho

    O teste do pezinho é oferecido pelo SUS desde 2001, quando foi criado o Programa Nacional de Triagem Neonatal.


    Ele permite identificar precocemente diversas doenças que podem comprometer o desenvolvimento da criança, como:



    • fenilcetonúria;

    • hipotireoidismo congênito;

    • fibrose cística;

    • doença falciforme; e

    • outras enfermidades genéticas e metabólicas.


    Ampliação e eficiência

    Em 2021, a Lei 14.154/21 ampliou o número de doenças rastreadas pelo programa.


    Segundo Silvia Cristina, essa ampliação exige mais eficiência na coleta, no transporte das amostras, na análise laboratorial e na comunicação dos resultados às famílias e às equipes de saúde.


    "Não basta ampliar o número de doenças rastreadas sem assegurar eficiência e tempestividade no fluxo de diagnóstico e encaminhamento terapêutico", afirmou a relatora.


    "Em muitos casos, poucos dias de atraso são suficientes para comprometer irreversivelmente o prognóstico clínico da criança", alertou.


    Próximos passos

    A proposta tramita em caráter conclusivo e também já foi aprovada na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.


    O texto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



     



     


     




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