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SP - Litoral,27/05/2026

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    IPT e SCTI retomam Patem para ampliar apoio tecnológico aos municípios

    ipt.br
    IPT e SCTI retomam Patem para ampliar apoio tecnológico aos municípios

    Com investimento de R$ 4,1 milhões, programa ampliará o acesso das cidades a diagnósticos, estudos e soluções tecnológicas para modernização da gestão pública









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    Com recursos da ordem de R$ 4,1 milhões, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SCTI) retomou, na segunda-feira, dia 25 de maio de 2026, o Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (Patem). Desse total, R$ 3,5 milhões serão investidos pela Secretaria e o restante corresponde às contrapartidas das prefeituras atendidas. Na ocasião, também foram assinados os quatro primeiros convênios — Araraquara, Barra Bonita, Cajati e Garça — de um pacote inicial de 13 previstos para execução de serviços técnicos especializados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).





    As assinaturas marcam a retomada do Patem, programa que apoia prefeituras paulistas no planejamento e na melhoria dos serviços públicos. A iniciativa oferece suporte técnico especializado para municípios que não possuem estrutura ou equipes suficientes para desenvolver estudos, projetos e soluções necessários para enfrentar desafios urbanos.





    “O Patem leva conhecimento técnico qualificado para apoiar o desenvolvimento de projetos municipais. Esse suporte gera ganhos duradouros para as cidades, já que uma base bem estruturada é essencial para garantir eficiência, sustentabilidade e longevidade às iniciativas públicas”, explicou o secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan.





    Criado em 1989, o Patem já atendeu mais de 180 municípios ao longo de sua trajetória. Nesta nova etapa, o programa amplia a atuação, mantendo o suporte a demandas emergenciais, mas fortalecendo iniciativas estruturantes voltadas também ao médio e longo prazos.





    As soluções tecnológicas desenvolvidas pelo programa deverão promover maior segurança e qualidade de vida para a população em três eixos prioritários:





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    * Cidades Inteligentes, utilizando dados e inovação para ampliar a eficiência dos serviços públicos e aproximar governo e população;





    * Cidades Sustentáveis, equilibrando desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental, com foco na transição para modelos de baixo carbono;





    * Cidades Resilientes, preparadas para responder a eventos extremos e desafios naturais ou tecnológicos, preservando vidas e reduzindo riscos.





    Segundo Sirlei Gonçalves, coordenador de programas da SCTI, a nova fase amplia a visão estratégica do programa.





    “A proposta desta nova fase do Patem é manter o suporte em atendimentos emergenciais, que seguem sendo fundamentais, mas ampliar o foco no planejamento de longo prazo dos municípios. Queremos que as prefeituras utilizem o programa de modo estratégico, estruturando projetos mais eficientes, duradouros e preparados para os desafios das cidades”, afirmou.





    Na prática, o Patem fornece aos municípios as bases necessárias para executar serviços com mais segurança e apoiar a formulação de políticas públicas efetivas, com dados e evidências ancorados na expertise técnica do IPT.





    “Preparamos um instrumento de contratação robusto e um formulário estruturado para as demandas municipais, assegurando compliance, governança e transparência em cada projeto”, concluiu Sirlei.





    Para o diretor-presidente do IPT, Anderson Ribeiro Correia, a nova fase do programa reforça o papel da ciência aplicada no desenvolvimento das cidades.





    “Cada prefeitura contará com uma espécie de miniescritório do IPT, com apoio em temas relacionados a cidades e meio ambiente, tecnologias digitais, habitação e energia, alinhando também oportunidades para estruturação de projetos e conexão com possibilidades de financiamento para estudos e obras”, destacou.





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    Vahan Agopyan definiu o novo Patem como a retomada de “um projeto que deu certo e merece continuar”. Segundo ele, o acesso ao conhecimento qualificado é um instrumento essencial para apoiar o desenvolvimento dos municípios.





    “Estamos colocando à disposição das prefeituras o que temos de melhor: o IPT”, concluiu.





    Para a secretária estadual de Turismo e Viagens, Ana Biselli, a iniciativa também pode fortalecer o desenvolvimento das estâncias paulistas e outros municípios com potencial turístico.





    O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth, destacou o alinhamento do programa com agendas estratégicas do Estado.





    “O impacto das políticas públicas voltadas para a transformação das cidades por meio da ciência, tecnologia e inovação irá muito além dos recursos investidos.”





    Vice-prefeito de Barra Bonita, João Fernando de Jesus, o Joãozinho, destacou experiências anteriores com o Instituto.





    “Ela tem mais de 100 anos e é muito importante para cidades da região; agora precisa de uma nova revitalização. Está na hora do IPT voltar”, afirmou, referindo-se à Ponte Campos Salles.





    Já o coordenador da Defesa Civil de Cajati, Paulo Novaes, ressaltou a importância do apoio técnico do Instituto para o planejamento urbano.





    “Precisamos do trabalho do IPT na elaboração de uma carta de aptidão para urbanização da cidade. Já conhecemos o trabalho do Instituto, é outro nível.”





    Alexandre dos Santos, secretário de Meio Ambiente de Araraquara, destacou a atuação do Instituto em estudos estruturais do tradicional Ginásio Castelo Branco, o Gigantão.





    “Fizemos pedido de vistoria por meio do Patem. As vantagens do laudo do IPT são a credibilidade, a imparcialidade e a possibilidade de apoio na busca por financiamento.”




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