Seja bem-vindo
SP - Litoral,01/05/2026

    • A +
    • A -
    Publicidade

    São Paulo debate política municipal de despoluição sonora com apoio técnico do IPT

    ipt.br
    São Paulo debate política municipal de despoluição sonora com apoio técnico do IPT

    Especialistas discutem impactos do ruído na saúde e estratégias para regulação e monitoramento urbano





    Ruido urbano Camara SP Grupo




    Na segunda-feira, 27 de abril, o Plenário 1º de Maio da Câmara Municipal de São Paulo sediou a 4ª Conferência Municipal sobre Ruído, Vibração e Perturbação Sonora. Realizado na semana do Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído (INAD), o encontro reuniu especialistas, autoridades públicas, representantes da sociedade civil e convidados nacionais e internacionais para discutir os impactos do ruído na saúde e no bem-estar da população, além de apresentar soluções de monitoramento e inovação e debater o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao controle do ruído urbano.





    O evento contou com a participação de pesquisadores de referência na área, como Gonzalo Vecina, ex-presidente da Anvisa, e Francesco Aletta, da University College London. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) esteve representado pelo pesquisador Marcelo Aquilino, da unidade Habitação e Edificações, que integrou a mesa de debates. Entre os temas discutidos, destacou-se o Projeto de Lei nº 123/2026, que propõe a instituição da política municipal de despoluição sonora na capital paulista.





    A crescente urbanização intensifica desafios relacionados à qualidade de vida nas cidades. “Hoje, cerca de 60% da população mundial vive em áreas urbanas, podendo chegar a 68% até 2050, segundo dados da ONU. Esse cenário amplia o potencial de problemas que impactam diretamente a saúde das pessoas, como a poluição sonora”, afirma a pesquisadora Ros Mari Zenha, da unidade Habitação e Edificações do IPT.





    Segundo Zenha, o ruído acompanha o processo de concentração populacional nos centros urbanos, mas a expectativa da população é viver em ambientes com níveis mínimos de incômodo sonoro. “É fundamental ampliar a atenção às implicações sociais e ambientais da poluição sonora e aos seus efeitos na saúde e no bem-estar. O tema já vem sendo tratado como um risco crescente, com potencial de se tornar um problema de escala global”, destaca.





    A exposição contínua ao ruído está associada a diversos impactos negativos. De acordo com a pesquisadora, trata-se atualmente da terceira maior causa de reclamações em ambientes urbanos, afetando a dinâmica social e a qualidade de vida. “Há amplo conhecimento científico sobre os efeitos do ruído na saúde, tanto em nível individual quanto coletivo”, ressalta.





    Com atuação consolidada no tema desde a década de 1970, o IPT contribui de forma estruturante para o enfrentamento da poluição sonora no Brasil. Por meio do Laboratório de Conforto Ambiental e Acústica, o Instituto desenvolve estudos, participa de fóruns técnicos e colabora com a sociedade e o poder público na formulação de políticas e instrumentos regulatórios. “Os conhecimentos gerados pelo IPT têm subsidiado a elaboração de políticas públicas e projetos de lei em diferentes esferas”, conclui Zenha.




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Recuperar Senha

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.