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SP - Litoral,22/09/2026

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    Transexuais e travestis fazem ato no RJ em defesa da democracia

    agenciabrasil.ebc.com.br
    Transexuais e travestis fazem ato no RJ em defesa da democracia


    Logo Agência Brasil

    A Marcha Trans & Travesti saiu às ruas na tarde deste sábado (19), no centro do Rio de Janeiro, em sua quinta edição, na luta pela garantia de direitos das pessoas trans. O tema deste ano foi a defesa da democracia.

    “Quando a gente fala de democracia, ela tem corpo, território, classe, raça, gênero. A democracia também se mede pela possibilidade concreta de a pessoa existir, de ela ter o direito de circular pela cidade, trabalhar, estudar, cuidar da sua saúde, cuidar do seu corpo, construir os seus afetos”, afirma o organizador do evento, Gab Van.




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    “Não vamos aceitar uma democracia que nos exclua”, acrescentou.


    A Marcha Trans & Travesti começou em 2022, inspirada em uma caminhada feita, em 1993, por travestis que saíram da Candelária com destino à Cinelândia, para reivindicar direitos.



    Segundo Van, é importante a realização da manifestação durante o período eleitoral, porque, segundo ele, questões relacionadas à população trans são utilizadas em discursos de “pânico moral” por alguns candidatos.



    Além de ações de mobilização política, o evento trouxe apresentações artísticas e promoções de serviços sociais como a retificação do nome civil, por meio Núcleo de Diversidade Sexual da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (Nudiversis), vacinação contra a gripe e testagem para o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.




    Rio de Janeiro (RJ), 19/09/2026 - Edna Oliveira, do grupo mães pela diversidade, levou a filha Helena para retificar os documentos na van da Defensoria Pública durante a 5ª Marcha Trans & Travesti do Rio de Janeiro, com o tema Nas ruas, pela defesa da democracia, na rua da Quitanda, em frente ao Queerioca, espaço de cultura e resistência LGBTI+. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


    Edna Oliveira, do grupo mães pela diversidade, levou a filha Helena para retificar os documentos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil



    Edna Oliveira, que trabalha como supervisora de quiosque, aproveitou os serviços oferecidos pela Defensoria Pública para retificar o nome de sua filha, Helena, uma mulher trans de 22 anos.



    "A Helena começou sua transição [de gênero] há cerca de dois anos, mas nunca tinha manifestado o desejo de fazer a retificação do nome. Essa decisão foi construída ao longo de um tempo. E eu, como mãe, estou aqui para apoiá-la. A Helena já faz faculdade, ela precisa dessa identificação nova para quando pegar o diploma já seguir a vida dela com esse nome".




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