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SP - Litoral,22/09/2026

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    Projeto cria protocolo para atendimento de pessoas LGBTQIA+ no SUS

    camara.leg.br
    Projeto cria protocolo para atendimento de pessoas LGBTQIA+ no SUS


    Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde.

    Direitos Humanos e minorias - geral - população LGBTQIA+ - Atendimento à população trans

    Projeto tem orientações específicas para o atendimento de pessoas trans, como respeito ao nome social


    O Projeto de Lei (PL) 3337/26 cria protocolo nacional para orientar o atendimento da população LGBTQIA+ no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do documento, a ser elaborado pelo Ministério da Saúde, é padronizar os fluxos de atendimento, incluindo a transferência entre a atenção primária, os serviços especializados e as unidades de referência.


    A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.


    Alguns pontos do protocolo incluem:



    • respeito à dignidade da pessoa humana, à identidade de gênero, à orientação sexual e ao nome social;

    • atendimento livre de discriminação, constrangimento, violência

      institucional ou exposição indevida;

    • garantia de privacidade, sigilo e confidencialidade das informações;

    • adoção de práticas baseadas em evidências científicas e em protocolos

      técnicos reconhecidos.


    Para o atendimento de pessoas trans, a proposta estabelece que o SUS deverá assegurar, no mínimo:



    • acolhimento sem condutas humilhantes ou desnecessárias;

    • respeito à identidade de gênero e ao nome social em consultas, triagens, prontuários e encaminhamentos, para evitar constrangimentos e falhas de identificação;

    • fluxos claros para acesso a consultas, exames, terapias hormonais e acompanhamento multiprofissional;

    • integração entre os serviços, para garantir a continuidade do cuidado;

    • proibição de práticas clínicas sem o consentimento do paciente;

    • acesso a acompanhamento psicológico e multiprofissional, quando houver indicação clínica;

    • direito a acompanhante, quando solicitado, respeitadas as regras de sigilo e privacidade.


    Segundo a autora, deputada Dandara (PT-MG), a falta de orientações uniformes pode resultar em desrespeito a direitos dessa comunidade.


    “A medida busca enfrentar a ausência de diretrizes clínicas e assistenciais padronizadas, que ainda expõe essa população a atendimentos desiguais, inseguros e, em muitos casos, marcados por constrangimentos e discriminação”, sustentou a deputada.


    Elaboração do protocolo


    Caberá ao Ministério da Saúde elaborar, revisar e atualizar o protocolo, com participação de entidades da sociedade civil, conselhos profissionais, especialistas e instâncias de controle social do SUS.


    O documento deverá estabelecer diretrizes para cada nível de atenção, fluxos de encaminhamento, critérios para acesso a serviços especializados, regras para registros em prontuário e uso do nome social e orientações para capacitação dos profissionais.


    Próximos passos


    O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.




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