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SP - Litoral,26/08/2026

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    Projeto pune o uso ilegal de giroflex e sirenes

    camara.leg.br
    Projeto pune o uso ilegal de giroflex e sirenes


    Depositphotos

    Carro com sirenes azuis no teto

    Uso indevido desses dispositivos para escapar de engarrafamentos será punido com prisão


    O Projeto de Lei 2790/26 proíbe o uso de giroflex e sirenes em veículos particulares e cria punições rigorosas para quem fabricar, vender ou utilizar esses aparelhos de forma ilegal.


    A proposta estabelece que apenas veículos oficiais de segurança pública, saúde, defesa civil e Forças Armadas podem usar luzes vermelhas ou azuis acompanhadas de som de alerta.


    Escolta privada

    Pelas novas regras, as empresas de escolta privada autorizadas deverão usar luzes na cor amarelo-alaranjado.


    Os carros dessas empresas:



    • precisarão ter a inscrição "Escolta privada" visível nos dois lados e na parte traseira; e

    • não poderão ter nenhuma característica que os torne parecidos com viaturas da polícia.


    Punições

    O projeto tipifica crimes específicos para conter o uso abusivo desses equipamentos. Assim, quem usar giroflex ou sirene em veículo não autorizado poderá ser condenado a uma pena de 2 a 4 anos de prisão, além de multa.


    Já a fabricação, venda ou instalação desses aparelhos sem autorização do Ministério da Justiça terá pena de 1 a 3 anos de reclusão.


    O uso indevido desses dispositivos só para obter vantagem em congestionamentos será punido com detenção de seis meses a dois anos.


    O texto determina ainda que o veículo e o dispositivo serão apreendidos e poderão ser confiscados pela Justiça.


    Símbolos de autoridade

    O autor da proposta, deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), afirma que a medida combate a banalização de símbolos da autoridade do Estado, que são usados até pelo crime organizado para simular operações policiais.


    “Quem se apropria desses símbolos ilegalmente, seja por vaidade ou para cometer crimes, deve responder com rigor para proteger a segurança de todos e a credibilidade das instituições”, argumentou o deputado.


    Próximas etapas

    A proposta será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, e depois pelo Plenário.


    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei




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