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SP - Litoral,11/03/2026

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    Comissão aprova carteira nacional para pacientes com doenças crônicas e transplantados

    camara.leg.br
    Comissão aprova carteira nacional para pacientes com doenças crônicas e transplantados


    Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Solenidade de entrega do Prêmio Dr. Pinotti - Hospital Amigo da Mulher. Dep. Maria Rosas (REPUBLICANOS-SP)

    Deputada Maria Rosas, relatora do projeto de lei


    A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, projeto de lei que cria a Carteira Nacional de Pacientes com Doenças Crônicas e Raras e Transplantados (CNPRT). O objetivo é reunir informações essenciais desses pacientes para facilitar o atendimento em serviços de saúde públicos e privados.


    Pela proposta, o documento terá formato preferencialmente digital e emissão gratuita.


    A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), que simplifica a proposta original – Projeto de Lei 1172/25, da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA) – ao delegar ao governo federal a definição dos critérios técnicos e operacionais da carteira.


    Para a relatora, o texto original previa um detalhamento excessivo de dados e a imposição de obrigações administrativas que poderiam comprometer a efetividade da política pública.


    “O substitutivo prevê que o detalhamento do conteúdo da carteira, os critérios de emissão e as responsabilidades de atualização passariam a ser definidos em regulamento”, disse a relatora.


    Critérios e regras

    
Pela proposta, o regulamento definirá critérios técnicos e administrativos para:



    • emissão da CNPRT;

    • definição das informações essenciais;

    • forma de atualização dos dados;

    • regras de acesso pelos profissionais de saúde; e

    • mecanismos de proteção de dados, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados.


    Na redação original, a CNPRT seria destinada a pacientes com doenças crônicas, raras e transplantados, e conteria dados pessoais, informações clínicas relevantes, lista de medicamentos de uso contínuo, alergias, histórico de internações e identificação do médico responsável. A emissão seria gratuita, mediante laudo médico, com validade nacional de 12 meses.


    Próximas etapas

    A proposta será ainda analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.





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