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SP - Litoral,01/04/2026

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    Comissão aprova criação de política para melhorar manejo da água em áreas urbanas

    camara.leg.br
    Comissão aprova criação de política para melhorar manejo da água em áreas urbanas


    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Icaro de Valmir (PL-SE)

    Icaro de Valmir, relator do projeto de lei


    A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria a Política Nacional de Gestão e Manejo Integrado de Águas Urbanas, abrangendo águas pluviais (chuva) e águas cinzas (saídas de chuveiros, lavatórios, tanques e máquinas de lavar roupa).


    A política tem como objetivos:



    • reduzir o volume de água das chuvas que escoa sem controle;

    • incentivar o reúso das águas cinzas e industriais;

    • melhorar a qualidade e a quantidade de recursos hídricos;

    • controlar enchentes urbanas;

    • promover o uso racional da água.


    Uma das principais inovações é que o reúso planejado das águas cinzas será considerado serviço ambiental, sujeito a pagamento como prevê a legislação.


    Pela proposta, leis municipais definirão prazos e condições para a instalação de hidrômetros individualizados e de equipamentos que economizem água em áreas urbanas.


    Quem deve cumprir

    A obrigatoriedade de implantar medidas para melhorar a qualidade da água recai sobre:



    • empreendimentos que gerem impermeabilização do solo superior a mil m² ou localizados em municípios com mais de 100 mil habitantes, com histórico de enchentes ou que integrem regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas;

    • projetos de regularização fundiária em áreas urbanas;

    • edifícios públicos em áreas urbanas;

    • indústrias (conforme regulamento); e

    • empresas responsáveis pelos serviços de saneamento básico.


    Relator na comissão, o deputado Icaro de Valmir (PL-SE) recomendou a aprovação, com alterações, do substitutivo adotado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O texto aprovado aproveita trechos do Projeto de Lei 7818/14, do deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), e de outros 11 projetos apensados.


    Exclusão de incentivos

    Uma das mudanças do relator é a supressão de todos os instrumentos econômicos previstos, como linhas de crédito especiais e a redução de taxas de juros para condomínios e empreendimentos que adotassem sistemas de reúso de águas cinzas. O texto original previa que o BNDES destinasse pelo menos 1% de seu orçamento anual para financiar esses incentivos.


    “Sobre os instrumentos econômicos, entendemos que eles não apresentam compatibilidade fiscal e orçamentária, de modo que estaríamos debatendo um projeto sem viabilidade de avançar na Comissão de Finanças e Tributação”, alertou Icaro de Valmir.


    Entre outras alterações propostas pelo relator e aprovadas pela comissão está a que desobriga os responsáveis por empreendimentos de elaborarem o plano de manejo e drenagem das águas pluviais urbanas. “Entende-se que tal plano deveria ser elaborado pelo poder público municipal, no âmbito do plano diretor”, acrescentou o relator.


    Também foi suprimido o conceito de "condomínio urbanístico" do texto da política, sendo substituído apenas por "condomínios".


    Próximas etapas

    A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei




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