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SP - Litoral,27/08/2026

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    Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no segundo trimestre

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    Lucro da Caixa cresce 5,9% e chega a R$ 3,9 bi no segundo trimestre


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    A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre, o crescimento foi de 12,4%.

    No primeiro semestre, porém, o lucro recorrente somou R$ 7,4 bilhões, queda de 17,6% em 12 meses.



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    Divulgado nesta quarta-feira (26), o resultado do segundo trimestre mostra forte expansão do crédito, especialmente no financiamento imobiliário, mas com aumento da inadimplência e a necessidade de elevar provisões para perdas.

    A margem financeira, que representa os ganhos do banco com operações que envolvem juros, alcançou R$ 19,7 bilhões no trimestre, crescimento de 20,2% em um ano.



    Crédito impulsiona



    A carteira de crédito total da Caixa chegou a R$ 1,448 trilhão em junho, alta de 11,9% em 12 meses e de 2,7% no trimestre.



    O crédito imobiliário continua sendo o principal negócio do banco e representa 69,4% da carteira total.



    O saldo dessa carteira atingiu R$ 1,005 trilhão, crescimento de 15% em um ano. De abril a junho, as contratações de financiamento imobiliário somaram R$ 137,6 bilhões, alta de 29,3% na comparação anual.



    A Caixa manteve a liderança no mercado habitacional, com participação de aproximadamente 68%.



    Outros segmentos também apresentaram crescimento:




    • Crédito para pessoas físicas: R$ 156,5 bilhões, alta de 8,7% em 12 meses;

    • Crédito para empresas: R$ 113,9 bilhões, alta de 6,5%;

    • Carteira total: R$ 1,448 trilhão, alta de 11,9%.



    Inadimplência aumenta



    Apesar do crescimento do crédito, a inadimplência avançou. O índice de operações com atraso superior a 90 dias ficou em 3,64%, contra 2,66% um ano antes.



    O principal ponto de atenção está no agronegócio. A inadimplência no segmento chegou a 20,74%, ante 7,02% no segundo trimestre de 2025.



    Nas demais carteiras, os índices foram:




    • Pessoas físicas: 6,29%;

    • Pessoas jurídicas: 14,05%;

    • Crédito imobiliário: 1,45%;

    •  Infraestrutura: 0,03%.



    A carteira imobiliária, que concentra a maior parte dos empréstimos da Caixa, apresentou índice de inadimplência bem inferior ao registrado nas demais modalidades.



    Mais provisões



    Diante do aumento do risco de crédito, a Caixa ampliou os recursos destinados a cobrir possíveis perdas.



    A despesa com provisões para perdas de crédito alcançou R$ 6,97 bilhões no segundo trimestre, alta de 97,6% em relação ao mesmo período de 2025 e de 6,9% ante os três primeiros meses deste ano.



    Segundo o banco, a forte concentração da carteira em financiamentos habitacionais e operações com garantias contribui para reduzir as perdas esperadas e dar maior estabilidade ao crédito.



    Rentabilidade cai



    Mesmo com o aumento do lucro no segundo trimestre, a rentabilidade da Caixa recuou.



    O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou em 9,16%, queda de 2,7 pontos percentuais em relação a junho de 2025.



    A receita com prestação de serviços somou R$ 7,54 bilhões, alta de 12,9% em 12 meses. As despesas administrativas chegaram a R$ 11,44 bilhões, crescimento anual de 5,9%.




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