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SP - Litoral,03/07/2026

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    Comissão aprova auxílio para beneficiários do Bolsa Família fazerem cursos de qualificação profissional

    camara.leg.br
    Comissão aprova auxílio para beneficiários do Bolsa Família fazerem cursos de qualificação profissional


    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Audiência Pública - Homenagem aos 37 anos do FONSET. Dep. Leonardo Monteiro (PT-MG)

    Monteiro: transferência isolada de renda é insuficiente para romper ciclo de pobreza


    A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria a Bolsa de Apoio à Qualificação e Permanência (BAQP) para ajudar beneficiários do Bolsa Família a pagar transporte e alimentação durante cursos de qualificação profissional.


    O auxílio será temporário e não será considerado no cálculo da renda familiar para fins de permanência no programa. O valor será definido em regulamento do Executivo.


    Para receber o pagamento, o estudante deverá comprovar matrícula e frequência mínima de 85% no curso.


    A proposta prevê que a participação em cursos de qualificação não poderá, por si só, resultar na suspensão ou no cancelamento do benefício de transferência de renda, desde que sejam observadas as regras do programa.


    Mudanças no texto original

    Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), ao Projeto de Lei 7150/25, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM).


    O relator alterou o texto original para integrar as ações de qualificação profissional do Bolsa Família ao Programa Acredita no Primeiro Passo, voltado à inclusão produtiva de pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).



    Na avaliação de Leonardo Monteiro, a transferência isolada de renda é insuficiente para romper o ciclo da pobreza.


    "A escolaridade e a qualificação profissional emergem como os principais determinantes da inserção no mercado formal e da elevação salarial", afirmou.


    Público prioritário

    Terão prioridade no acesso à bolsa:



    • pessoas desempregadas ou subocupadas;

    • mulheres responsáveis pela família, com ênfase nas mães solo;

    • jovens de 15 a 29 anos;

    • pessoas negras;

    • pessoas com deficiência;

    • integrantes de comunidades tradicionais, quilombolas e ribeirinhas; e

    • outros grupos em situação de vulnerabilidade social.


    O texto prevê que ações de qualificação poderão ser realizadas em parceria com instituições públicas de ensino profissional, entidades do Sistema S, órgãos de intermediação de mão de obra, instituições privadas e organizações da sociedade civil.


    Avaliação dos resultados

    O projeto também atribui ao governo federal a responsabilidade por avaliar a eficácia dos cursos na inserção dos beneficiários no mercado de trabalho.


    Próximos passos

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.





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