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SP - Litoral,23/04/2026

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    Comissão aprova novas regras para naturalização de imigrantes no Brasil

    camara.leg.br
    Comissão aprova novas regras para naturalização de imigrantes no Brasil


    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. General Girão (PL - RN)

    General Girão: proposta aperfeiçoa legislação migratória e aumenta segurança jurídica


    A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou projeto que altera as regras para naturalização de imigrantes no Brasil.


    A proposta aprovada é a versão do relator, deputado General Girão (PL-RN), para o Projeto de Lei 2523/19, do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). O relator ajustou a redação, mantendo o objetivo da iniciativa original.



    Mudanças previstas

    Entre outros pontos, o substitutivo aprovado prevê:



    • a exigência de residência ininterrupta no país por quatro anos antes do pedido de naturalização ordinária;

    • a proibição do benefício a quem responda a processo criminal; e

    • a necessidade de comprovar meios lícitos de subsistência própria e da família.


    O prazo mínimo exigido de residência no Brasil poderá ser reduzido para imigrantes:



    • originários de países de língua portuguesa;

    • que tiverem filho brasileiro, ressalvada a naturalização provisória; e

    • proprietários de empresa no país com pelo menos 20 empregados brasileiros.


    Por fim, o texto determina que o atendimento das condições legais não assegura automaticamente ao estrangeiro o direito à naturalização. Caberá ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a responsabilidade pela análise dos pedidos.


    “O substitutivo aprimora o quadro normativo migratório, proporcionando maior segurança jurídica, especialmente ao transferir e consolidar regras delineadas em decreto e leis vigentes”, disse General Girão.


    O texto altera a Lei de Migração.


    Próximos passos

    A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.





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