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SP - Litoral,10/03/2026

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    Projeto cria sistema nacional para monitorar cancelamento de assinaturas

    camara.leg.br
    Projeto cria sistema nacional para monitorar cancelamento de assinaturas


    Bruno Spada / Câmara dos Deputados

    Deputado Amom Mandel (Cidadania-AM) fala no Plenário da Câmara dos Deputados

    Amom Mandel: aprimora a fiscalização e garante maior equilíbrio nas relações contratuais


    O Projeto de Lei 7229/25 cria o Sistema Nacional de Monitoramento de Cancelamento de Serviços. O objetivo é ampliar a fiscalização sobre prazos e procedimentos de cancelamento adotados por empresas que oferecem serviços contínuos, como assinaturas de planos de celular, de TV a cabo e de jornais e revistas.


    O sistema será integrado por órgãos como o Ministério da Justiça, Procons, Defensorias Públicas e Ministério Público (MP).


    A proposta prevê ainda a criação da Plataforma Nacional de Monitoramento de Cancelamentos, contendo:



    • o registro unificado de reclamações e denúncias;

    • o rastreamento de protocolos de cancelamento das empresas;

    • o histórico de penalidades aplicadas; e

    • alertas automáticos para riscos ou falhas recorrentes.


    Pelo projeto, as empresas ficam obrigadas a integrar seus sistemas para o envio automático de protocolos e de registros de solicitações à plataforma.


    O texto estabelece ainda que o descumprimento das normas sujeitará as empresas a sanções, como advertência, multa proporcional ao faturamento e suspensão temporária das atividades, podendo ser impedidas de firmar novos contratos até que as irregularidades sejam sanadas.


    Problema recorrente

    Segundo o autor da proposta, deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), o projeto enfrenta um problema recorrente entre os consumidores brasileiros: a dificuldade de cancelar serviços contratados.


    "Muitas empresas ainda utilizam mecanismos de retenção, sistemas ineficientes ou estratégias deliberadas para impedir ou retardar o cancelamento solicitado", justifica o parlamentar.


    Ele avalia que a falta de integração entre os órgãos de defesa do consumidor dificulta a fiscalização e a aplicação de sanções.


    “O projeto cria uma estrutura capaz de centralizar dados, monitorar protocolos, registrar denúncias e acompanhar o comportamento das empresas de maneira contínua e organizada”, conclui.


    Próximas etapas

    A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.





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