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SP - Litoral,07/03/2026

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    Projeto proíbe fabricação de telhas de fibrocimento com menos de 5mm de espessura

    camara.leg.br
    Projeto proíbe fabricação de telhas de fibrocimento com menos de 5mm de espessura


    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Pompeo de Mattos (PDT-RS)

    Pompeo de Mattos, autor do projeto


    O Projeto de Lei 6387/25 proíbe a fabricação e a venda no Brasil de telhas de fibrocimento com menos de cinco milímetros de espessura. O projeto também define requisitos mínimos de segurança, resistência e durabilidade para telhados de casas e prédios, na cidade e no campo.


    Pelo texto, fabricantes e importadores deverão informar de forma clara, nos rótulos e embalagens:



    • a espessura da telha;

    • quanto tempo ela deve durar (vida útil estimada);

    • a resistência mínima comprovada por testes; e

    • se o produto segue as normas técnicas exigidas.


    Caberá ao governo federal, após consultar o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, definir as normas técnicas para materiais de cobertura, como padrões mínimos de resistência, requisitos de durabilidade contra intempéries (calor, sol, umidade, ventos e eventos climáticos ruins).


    Por fim, o texto prevê casos para a substituição gradual de telhas atuais que não atendam ao novo requisito de espessura. A troca será obrigatória quando:



    • houver reforma que atinja mais de 50% da cobertura;

    • o imóvel receber financiamento federal para reconstrução e melhoria habitacional;

    • o imóvel for beneficiário de programas públicos de reconstrução após desastres.


    Para apoiar famílias de baixa renda, o governo federal poderá criar linhas de crédito e subsídios para facilitar a substituição das coberturas inadequadas.


    O autor da proposta, deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), afirma que telhas muito finas quebram com facilidade e causam prejuízos e riscos às famílias. Segundo ele, as mudanças climáticas e os eventos extremos exigem a revisão de padrões técnicos que se tornaram insuficientes.


    "A experiência acumulada por trabalhadores da construção civil e por milhares de famílias atingidas por intempéries comprova que esse tipo de material deixou de atender às expectativas mínimas de desempenho necessárias à segurança habitacional", justifica o parlamentar.


    Próximas etapas

    A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei




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