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SP - Litoral,07/02/2026

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    Projeto cria programa nacional para ampliar acesso à psicoterapia para pessoas vulneráveis

    camara.leg.br
    Projeto cria programa nacional para ampliar acesso à psicoterapia para pessoas vulneráveis


    Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Deputado Daniel Agrobom (PL-GO) no Plenário da Câmara dos Deputados

    Agrobom: atendimento qualificado oferece suporte essencial para o bem-estar mental


    O Projeto de Lei 1428/25 institui um programa nacional de acesso à psicoterapia, com o objetivo de facilitar o suporte psicológico para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A proposta, do deputado Daniel Agrobom (PL-GO), estabelece que o atendimento poderá ser realizado de forma presencial e também por meio de plataformas digitais.


    Segundo o texto, o programa será implementado de forma articulada entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Entre as ações previstas, estão o desenvolvimento de uma plataforma digital nacional para teleatendimento e a integração das clínicas-escola de psicologia de faculdades à Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do governo.


    Critérios

    Para selecionar quem terá prioridade no atendimento, o projeto define que o sistema de triagem deverá considerar critérios como:



    • situação socioeconômica;

    • pertencimento a grupos minoritários;

    • exposição à violência ou discriminação; e

    • condições de moradia e suporte familiar.


    Daniel Agrobom ressalta que as populações em situação de vulnerabilidade enfrentam múltiplas barreiras, como o estigma e o estresse causado por dificuldades financeiras.


    "Um atendimento qualificado e sensível às particularidades dos diferentes grupos populacionais não apenas oferece o suporte essencial para o bem-estar mental dessas pessoas, mas também atua na prevenção e na identificação precoce de transtornos mentais", afirma o parlamentar.


    Parcerias e capacitação

    A proposta também incentiva parcerias com organizações não governamentais (ONGs) e universidades para ampliar a oferta de atendimento gratuito. Além disso, o projeto prevê a capacitação contínua de profissionais de saúde para lidar com preconceitos estruturais e humanizar o atendimento.


    Para Agrobom, o projeto "representa um avanço significativo na democratização do acesso à saúde mental no Brasil, especialmente para as populações mais vulneráveis".


    Próximos passos

    O projeto será analisado pelas comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.


    Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.





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