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SP - Litoral,07/02/2026

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    Projeto torna obrigatória a triagem de autismo em todas as crianças a partir dos 16 meses

    camara.leg.br
    Projeto torna obrigatória a triagem de autismo em todas as crianças a partir dos 16 meses


    Renato Araújo/Câmara dos Deputados

    Audiência Pública - O desenvolvimento infantil e os desafios da proteção integral das crianças na era digital. Dep. Dr. Zacharias Calil (UNIÃO - GO)

    Dr. Zacharias Calil: diagnóstico precoce é essencial para a qualidade de vida da criança


    O Projeto de Lei 2063/25 torna obrigatória a realização de triagem para identificação de risco de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças a partir dos 16 meses de vida. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.


    De autoria do deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), a proposta estabelece que o teste deverá ser aplicado em todos os bebês dessa faixa etária, e não apenas em casos nos quais já existe suspeita visível.


    O parlamentar argumenta que o diagnóstico entre os 16 e 36 meses é determinante para a eficácia de terapias e outras formas de tratamento.


    "Estudos científicos têm evidenciado, de forma categórica, que o início precoce do acompanhamento pode reduzir significativamente as dificuldades de desenvolvimento associadas ao TEA", afirma.


    Calil reforça que a medida não apenas antecipa cuidados de saúde, como também reduz custos sociais e econômicos futuros decorrentes da falta de assistência na infância.


    Como funcionará a triagem

    De acordo com o texto, a avaliação deverá ser feita utilizando instrumentos padronizados, traduzidos e validados para o português, seguindo recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) ou do Ministério da Saúde.


    Um dos exemplos citados na justificativa da proposta é o M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers), um questionário simples capaz de rastrear sinais de risco em crianças pequenas.


    Intervenção imediata

    Caso a triagem aponte possibilidade de autismo, a criança deverá ser encaminhada para duas frentes simultâneas:



    • avaliação com equipe multiprofissional para confirmação do diagnóstico; e

    • programa de estimulação precoce.


    Essa diretriz busca evitar que a criança fique sem assistência enquanto aguarda o laudo médico definitivo, aproveitando a janela de neuroplasticidade (fase inicial do desenvolvimento humano) da primeira infância.


    Deveres do Estado

    O projeto determina ainda que o Poder Executivo deverá capacitar profissionais de saúde, educação e assistência social para aplicar a triagem e orientar as famílias.


    Também prevê a realização de campanhas de conscientização sobre os sinais precoces do TEA.


    Próximos passos

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de

    Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



     



     




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