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SP - Litoral,11/03/2026

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    Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos

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    Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos


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    A Universidade de São Paulo (USP) divulgou as obras de literatura para leitura obrigatória que será cobrada dos vestibulandos nos exames de 2030 a 2033. A lista traz mudanças em relação aos autores do ciclo 2026-2029 e amplia gêneros literários e a origem dos autores.

    A nova relação foi aprovada em reunião do Conselho de Graduação da universidade, por unanimidade, e traz o retorno de obras de teatro como referência, gênero que esteve de fora nos últimos exames, além de incluir os quadrinhos, por meio de uma graphic novel (romance gráfico).



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    Será a primeira vez que os autores indígenas serão cobrados na Fuvest, com a obra Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, uma coletânea de contos de Trudruá Dorrico e Maurício Negro, no biênio 2030-2031, e Fantasmas, de Daniel Munduruku, para 2032-2033.


    "Temos a preocupação de trazer visões mais contemporâneas, abordando um espectro de problemas mais amplo e favorecendo a avaliação comparativa entre escolas literárias e as próprias obras", explicou o diretor executivo da Fundação para o Vestibular (Fuvest) Gustavo Monaco.




    A abordagem, que tem sido o tom tanto na Fuvest quanto em outros vestibulares e no próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vem de uma percepção que Monaco resume como a de que o conhecimento é fracionado apenas por razões didáticas. Ele destaca a importância de os estudantes que chegam à universidade serem capazes de estabelecer relações entre essas concepções e narrativas diferentes.



    A ampliação também impacta a correção das questões. A banca de português é a maior da Fuvest, pois todos os candidatos da segunda fase fazem a prova, e são cerca de 30 mil pessoas. Metade das questões envolve literatura, e a correção delas cabe a professores da USP, doutorandos, ex-alunos de doutorados e alunos de pós-doutorado. Com a ampliação, cresce a complexidade das perguntas, e também das respostas.



    "Tem sido mais comum, durante a correção, que surjam debates, pois algumas respostas trazem novas formas de pensar os temas, com abordagens que levam a pensar novas formas de comparação", comenta Monaco.



    A lista amplia a retomada de autores masculinos, já que as obras cobradas entre 2026 e 2028 tinham somente autoras, e manterá a paridade de gêneros. 



    Confira a lista de obras:



    Lista de livros para 2030 e 2031




    • Laços de Família, Clarice Lispector (contos)

    • Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, Trudruá Dorrico e Maurício Negro (contos)

    • A Moratória, Jorge Andrade (teatro)

    • Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)

    • Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)

    • Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)

    • Memorial do Convento, José Saramago (romance)

    • A Ilha Fantástica, Germano Almeida (romance)

    • Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus (romance)



    Lista de livros para 2032 e 2033




    • Laços de Família, Clarice Lispector (contos)

    • Orfeu da Conceição, Vinicius de Moraes (teatro)

    • Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)

    • Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)

    • Úrsula, Maria Firmina dos Reis (romance)

    • Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)

    • O Plantador de Abóboras, Luís Cardoso (romance)

    • Casa de Família, Paula Fábrio (romance)

    • Fantasmas, Daniel Munduruku (romance)

       




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