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SP - Litoral,17/03/2026

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    Famílias acolhedoras de Santos enchem de amor crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade

    santos.sp.gov.br
    Famílias acolhedoras de Santos enchem de amor crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade

    família dando carinho a bebê #paratodosverem

    VEJA COMO ADERIR

     

    Delaine Amaral

    A negligência está entre os principais motivos que levam a Justiça a decidir pelo acolhimento institucional ou familiar de crianças e adolescentes no Brasil. Em Santos, o Programa Família Acolhedora prevê acolhimento temporário destas vítimas e integra as ações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), da Prefeitura.

    O programa, que existe desde 2004, possibilita que crianças e adolescentes afastadas de seus pais e irmãos biológicos possam ser acolhidos, por determinação judicial, em famílias cadastradas.

    É o caso da assistente administrativa Talita Rodrigues Feijó e do portuário Alberto Martins Gomes, pais de Murilo, de 10 anos, que também vivencia a jornada de acolhimento temporário desde pequeno. Atualmente, uma bebê de 1 ano e 8 meses está há três meses com a família, até que possa retornar aos pais biológicos ou família extensa (tios ou avós) com segurança.

    Talita conta que soube do programa por meio de propaganda institucional em 2020, durante a pandemia da covid-19, e ficou sensibilizada. Mas o desejo teve que amadurecer em família, a começar por Alberto, que inicialmente se sentiu receoso. “Eu perguntei a ela: 'você tem certeza'”? 

    A resposta foi sim! O desejo e o amor de mãe falaram mais alto e o casal já soma seis crianças na jornada de acolhimento. Cada criança, uma história com uma dor diferente, mas superadas com o amor de todos ao redor. 

    MISSÃO

    Para fazer parte do serviço, Talita e Alberto passaram por entrevistas por parte dos assistentes sociais e psicólogos da Prefeitura. “A primeira vez foi bem difícil. Tive que me adaptar a uma rotina de cuidados, já que as crianças chegam quase sempre carentes de tudo: carinho, afeto, alimentação adequada e por isso a atenção é redobrada”, afirma Talita.

    Ela encara o processo como uma missão e quase sempre se emociona ao relembrar os avanços alcançados por cada criança acolhida pela família.

    Alberto e Murilo fazem questão de participar das tarefas diárias, como trocar fraldas e alimentar a bebê.  “Cuidar dessas crianças vale muito a pena porque estamos transformando a vida de alguém para que outras pessoas deem continuidade. Vejo como uma missão também", resume Alberto.

    Já Murilo fica orgulhoso quando conta aos colegas de escola que faz parte de uma família acolhedora. E, falar sobre o assunto até virou tarefa em sala de aula. “Eles deixam os meus dias mais legais e acho que ficaremos guardados no seus corações para sempre”.

    AMOR INCONDICIONAL 

    Acolhimento temporário também vira amor incondicional, porque, como pais, eles sabem que a ligação amorosa prevalece, no entanto, a despedida é inevitável. O Família Acolhedora não prevê adoção e, quando as crianças deixam esses lares temporário, os vínculos afetivos já foram estreitados com muito afeto.

    O desapego da despedida é a parte mais difícil. “Mas a gente tem a certeza que fizemos a nossa parte, porque as crianças saem daqui melhor do que quando chegaram e isso é gratificante”, conclui Talita

    ESTATÍSTICAS 

    Segundo dados do Atlas da Violência 2025, divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada hora, 13 crianças e adolescentes de até 19 anos sofreram, em 2023, algum tipo de violência. Foram 115.384 vítimas registradas no País, um aumento de 36.2% em relação ao ano anterior.

    A titular da Seds, Renata Bravo, destaca que o programa reafirma o compromisso de Santos com o desenvolvimento saudável e a dignidade de crianças e jovens. “Garante proteção à infância e adolescência, com cuidado individualizado, afeto e convivência familiar a quem está temporariamente afastado de sua família de origem”. 

    Ela ressalta, ainda, que divulgar o programa é fundamental, porque quanto maior o engajamento responsável da sociedade, maior é a capacidade do Município de oferecer respostas humanas e eficazes às situações de vulnerabilidade.

     

    COMO ADERIR AO PROGRAMA

    O serviço Família Acolhedora está ligado à Coordenadoria de Proteção Social de Alta Complexidade. Trata-se de medida temporária prevista em lei, tanto na Constituição Federal quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não se configurando em adoção.

    A família que decide acolher deve estar disposta a amar e cuidar de crianças e adolescentes. Já as famílias biológicas são avaliadas e acompanhadas por profissionais e, nos casos em que há necessidade de afastá-los temporariamente, as acolhedoras são acionadas. 

    A chefe da Seção Família Acolhedora e Apadrinhamento Afetivo, Susana Souza do Rosário Nascimento, destaca que o papel das famílias acolhedoras é evitar que crianças e adolescentes passem por institucionalização. “O objetivo é que tenham um olhar e atenção individualizados, ajudando muito no seu desenvolvimento." Segundo ela, há atualmente seis habilitadas em Santos. 

    As famílias candidatas passam por avaliação com assistentes sociais e psicólogos. Precisam ter disponibilidade de tempo. A partir da habilitação junto ao Judiciário, recebem mensalmente, durante o acolhimento, a ajuda de custo de R$ 1.331,33, recurso do Fundo Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA).

    A seção onde é realizado todo o acompanhamento e reuniões com as famílias fica na  Av. Senador Pinheiro Machado, 73 (Vila Mathias). Os telefones são (13) 3251-9333  e (13) 98212-1656 (WhatsApp). Para obter mais informações e aderir, acesse www.santos.sp.gov.br/?q=hotsite/familia-acolhedora

     


    Esta iniciativa contempla o item 10 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Redução das Desigualdades. Conheça os outros artigos dos ODS

    Fotos: Francisco Arrais


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