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SP - Litoral,11/07/2026

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    Secretário do Tesouro Nacional destaca crescimento econômico do país após a pandemia

    camara.leg.br
    Secretário do Tesouro Nacional destaca crescimento econômico do país após a pandemia


    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Audiência Pública - Demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais referentes ao 1° quadrimestre de 2026. Secretário do Tesouro Nacional - Secretaria do Tesouro Nacional - STN, Daniel Leal.

    Daniel Leal: metas fiscais serão suficientes para reduzir dívida pública a partir de 2029


    O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, disse aos parlamentares da Comissão Mista de Orçamento (CMO) que o Brasil tem mostrado resiliência econômica após a pandemia de Covid-19.


    Um dos indicadores disso seria o crescimento econômico. “O país tinha uma média de 1,4% ao ano em períodos anteriores e, agora, está com uma média de 3% ao ano de crescimento, o que corrobora essa resiliência”, afirmou.


    O secretário esteve na comissão para cumprir dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal que exigem explicações periódicas do Executivo sobre as metas fiscais e a dívida pública.


    Redução da dívida

    Daniel Leal informou que as metas fiscais programadas para os próximos anos serão suficientes para reduzir a dívida a partir de 2029.


    No primeiro quadrimestre deste ano, segundo o secretário, o governo central teve um superávit – que são receitas de impostos maiores que despesas primárias – de R$ 9 bilhões. Já as empresas estatais tiveram déficit de R$ 6,5 bilhões.


    A meta anual é de superávit de R$ 34,3 bilhões.


    Juros altos

    Por causa dos juros altos, porém, a dívida líquida subiu de 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2025 para 66,8% em março de 2026.



    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Audiência Pública - Demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais referentes ao 1° quadrimestre de 2026. Dep. Mauro Benevides Filho (UNIÃO-CE)

    Mauro Benevides Filho: juros inviabilizam reservas brasileiras em dólar


    Para o deputado Mauro Benevides Filho (União-CE), os juros altos tornam a manutenção das reservas em dólar do país muito custosa. Isso porque elas rendem bem menos que o custo da dívida interna.


    “O FMI [Fundo Monetário Internacional] diz que você só precisa ter 80% dos seus contratos cambiais. Se isso fosse verdade, o Brasil deveria ter, no máximo, 240 bilhões de dólares em reserva cambial”, declarou o parlamentar.


    O Brasil tem, atualmente, 367 bilhões de dólares em reservas cambiais.




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