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SP - Litoral,11/07/2026

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    Projeto suspende por cinco anos abertura de novos cursos privados de medicina

    camara.leg.br
    Projeto suspende por cinco anos abertura de novos cursos privados de medicina


    Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

    Homenagem ao Dia Mundial da Saúde. Dep. Dr. Luiz Ovando (PP-MS)

    Dr. Luiz Ovando: precisa interromper expansão desordenada de cursos de baixa qualidade


    O Projeto de Lei 1165/26 suspende por cinco anos a abertura de novos cursos privados de medicina e a ampliação de vagas nessas graduações. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.


    Durante a moratória, o Poder Executivo deverá supervisionar as instituições com desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), promovendo avaliações presenciais e adotar medidas de reestruturação de cursos.


    Após esse período, a abertura de cursos privados e de novas vagas serão autorizados após seleção pública realizada pelo governo conforme a demanda.


    A restrição não se aplica a instituições públicas federais, estaduais e municipais que comprovarem atender aos critérios mínimos de qualidade previstos na proposta.


    Critérios mínimos

    Conforme o projeto de lei, a oferta dos cursos de medicina deverá atender às regras do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).


    Entre os critérios mínimos previstos na proposta estão:



    • existência de rede assistencial própria ou conveniada para garantir a formação prática dos estudantes;

    • capacidade instalada para o internato e outras atividades práticas supervisionadas;

    • professores e profissionais responsáveis pela supervisão prática dos estudantes (preceptores) com qualificação e experiência compatíveis;

    • laboratórios e estruturas de simulação para o ensino;

    • limite para a relação entre estudantes, supervisores e campos de prática; e

    • integração com o Sistema Único de Saúde (SUS), mediante pactuação com gestores municipais e estaduais.


    O autor do texto, deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), afirma que a moratória tem o objetivo de "interromper a expansão desordenada, permitir avaliação profunda do sistema e restabelecer critérios técnicos objetivos".


    Além disso, ele acredita que a medida alinha a formação médica com a necessidade de garantir a segurança da população.


    Conforme resultado do Enamed de 2025, citado pelo parlamentar, 99 cursos de medicina obtiveram desempenho insatisfatório nas avaliações nacionais.


    Avaliação dos cursos

    Para cursos com desempenho insatisfatório, o projeto prevê:



    • proibição de abrir novas vagas ou ampliar as já existentes;

    • redução gradual do número de vagas;

    • apresentação de plano de reestruturação com cronograma e metas; e

    • supervisão intensiva e nova avaliação presencial.


    Nos casos de reincidência ou de irregularidades graves nos campos de prática, o texto determina:



    • abertura de processo de descredenciamento progressivo;

    • suspensão do ingresso de novas turmas;

    • garantia de plano de transição para os estudantes já matriculados concluírem a graduação; e

    • descredenciamento do curso, caso as medidas de correção não resolvam os problemas.


    Próximos passos

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Educação; de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



     



     




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