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SP - Litoral,01/04/2026

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    Governo tem déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro

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    Governo tem déficit de R$ 30 bilhões em fevereiro


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    Pressionado pelo Programa Pé-de-Meia e pelos reajustes ao funcionalismo público, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – teve déficit primário de R$ 30,046 bilhões em fevereiro.

    O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Tesouro.



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    O déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas, desconsiderando os juros da dívida pública. Apesar do saldo negativo, houve melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o rombo foi maior: R$ 31,598 bilhões.

    O desempenho também veio melhor que o esperado pelo mercado, indicando algum alívio nas contas públicas no curto prazo. A pesquisa Prisma Fiscal, sondagem com instituições financeiras divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, estimava resultado negativo de R$ 34,3 bilhões.



    O resultado reflete aumento das receitas, impulsionado pela arrecadação de tributos, mas também crescimento das despesas, especialmente em áreas como Previdência, pessoal e programas sociais.



    No acumulado do ano, o governo ainda mantém superávit, graças ao resultado positivo de janeiro, o que ajuda a equilibrar parcialmente as contas.



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    Fevereiro



    Em fevereiro, o resultado negativo foi influenciado por receitas menores do que os gastos totais do governo.



    Principais números do mês:




    • déficit primário: R$ 30,046 bilhões;

    • receita líquida: R$ 157,8 bilhões (+5,6% acima da inflação);

    • despesas totais: R$ 187,7 bilhões (+3,1% acima da inflação);

    • diferença em relação a 2025: melhora frente a déficit maior no ano anterior.



    Receitas



    A arrecadação cresceu em termos reais, ou seja, acima da inflação. Na prática, isso significa que o governo conseguiu arrecadar mais, mas ainda não o suficiente para cobrir todos os gastos.



    Entre os destaques:




    • alta na arrecadação de tributos como Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);

    • crescimento das contribuições para a Previdência Social, refletindo o aumento do emprego formal. 



    Esses dois fatores ajudaram a compensar a queda em receitas não administradas, como dividendos de estatais.



    Despesas



    Os gastos também aumentaram, pressionando o resultado final. O avanço das despesas está ligado tanto a políticas públicas quanto ao aumento no número de beneficiários e reajustes salariais.



    Principais altas:




    • educação: R$ 3,4 bilhões a mais (programa Pé-de-Meia);

    • saúde: R$ 1,4 bilhão a mais;

    • pessoal: R$ 2,2 bilhões a mais (reajustes a servidores);

    • previdência: R$ 1,7 bilhão a mais.



    Acumulado do ano



    No primeiro bimestre, o governo ainda registra resultado positivo por causa do superávit de R$ 86,9 bilhões em janeiro. Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é caracterizado por resultados positivos.



    Principais números do ano:




    • superávit primário: R$ 56,85 bilhões;

    • receita líquida: R$ 430,5 bilhões (+2,8% acima da inflação);

    • despesas totais: R$ 373,6 bilhões (+3% acima da inflação).



    Meta fiscal



    A meta do governo para 2026 é encerrar o ano com superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,3 bilhões. O arcabouço fiscal permite uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB).



    Na prática: 




    • resultado primário pode variar entre zero e R$ 68,6 bilhões de superávit;

    • parte das despesas (como precatórios e alguns gastos com defesa, saúde e educação) pode ser retirada do cálculo.



    Na semana passada, os ministérios da Fazenda e do Planejamento divulgaram que, ao considerar todos os gastos públicos, a previsão oficial de déficit está em R$ 59,8 bilhões no ano.



    Investimentos



    Em janeiro e fevereiro, os investimentos – obras públicas e compra de equipamentos – somaram R$ 9,527 bilhões. Isso representa alta de 49,7% em relação ao mesmo período do ano passado, descontada a inflação.



     




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