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SP - Litoral,07/02/2026

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    Comissão aprova aumento de pena para quem provocar incêndios em vegetação

    camara.leg.br
    Comissão aprova aumento de pena para quem provocar incêndios em vegetação


    Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Audiência Pública – Dados e políticas de segurança pública. Dep. Alberto Fraga (PL - DF)

    Deputado Alberto Fraga, relator do projeto de lei


    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou proposta que endurece as punições para quem provocar incêndios em florestas ou vegetação nativa, especialmente em períodos de seca ou emergência ambiental.


    O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Alberto Fraga (PL-DF), ao Projeto de Lei 3577/24, do deputado Júnior Mano (PSB-CE). A proposta altera a Lei de Crimes Ambientais para criar agravantes e deixar as regras mais claras, diferenciando criminosos de produtores que usam o fogo de forma técnica e controlada.


    Novas penas

    Atualmente, a pena para incêndio em mata ou floresta é de reclusão de dois a quatro anos e multa. Pelo novo texto, a pena base passa a ser de dois a cinco anos de reclusão e multa, quando houver dano ambiental relevante ou risco de propagação para vizinhos.


    A punição sobe para três a sete anos de reclusão se o incêndio ocorrer durante:



    • Período oficialmente declarado de emergência ambiental federal;

    • Vigência de restrições temporárias ao uso do fogo (devidamente divulgadas).


    Casos mais graves

    A pena pode chegar a 10 anos de prisão (reclusão de 4 a 10 anos) se do incêndio resultar:



    • Morte ou lesão corporal grave/gravíssima;

    • Prejuízo econômico expressivo;

    • Interrupção significativa de serviços públicos essenciais (como energia ou transporte);

    • Ação dolosa (intencional) praticada por grupo de três ou mais pessoas.


    O relator Alberto Fraga explicou que buscou equilibrar o rigor da lei. "O texto original apresentava necessidade de ajustes de proporcionalidade, clareza e coerência. As imprecisões poderiam gerar disputas judiciais e alcançar produtores rurais que utilizam o fogo de forma cultural ou controlada", justificou.


    Manejo do fogo

    O projeto deixa claro que não é crime a prática de fogo controlado autorizada ou reconhecida pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.


    Além disso, nos casos de crime culposo (sem intenção), a pena será menor (detenção de seis meses a dois anos), e o agravante só será aplicado se houver imprudência grave ou desrespeito às normas técnicas.


    Áreas protegidas

    As penas ainda poderão ser aumentadas se o crime ocorrer em áreas específicas:



    • Aumento de 1/3 até a metade em Áreas de Preservação Permanente (APP);

    • Aumento da metade até o dobro em Unidades de Conservação de Proteção Integral (como parques nacionais).


    Próximos passos

    A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.





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