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SP - Litoral,07/02/2026

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    Comissão aprova criação de programa para fortalecer conselhos municipais de meio ambiente

    camara.leg.br
    Comissão aprova criação de programa para fortalecer conselhos municipais de meio ambiente


    Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Talíria Petrone (PSOL - RJ)

    Talíria Petrone, relatora na comissão


    A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, proposta que cria o Programa Nacional de Estímulo à Criação e ao Fortalecimento dos Conselhos Municipais do Meio Ambiente e Mudanças do Clima. O texto incentiva a descentralização das políticas ambientais com ampla participação da sociedade nas decisões.


    Pela proposta, o programa deve ter como foco a sustentabilidade das atividades econômicas aprovadas pelas prefeituras, incluindo medidas para reduzir emissões de gases de efeito estufa e estratégias de adaptação às mudanças climáticas.


    O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) deverá regulamentar o formato do programa conforme os seguintes objetivos:



    • incentivar a criação de conselhos municipais de meio ambiente e mudanças climáticas;

    • incluir todos os grupos sociais, especialmente indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais afetadas;

    • promover justiça climática, protegendo vulneráveis como afrodescendentes, periféricos, favelados, crianças e jovens;

    • assegurar paridade de gênero, diversidade racial e participação de jovens de 15 a 30 anos; e

    • estimular educação climática e ambiental, entre outros.


    A comissão aprovou a versão da relatora, deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), para o Projeto de Lei 2634/25, do deputado Ivan Valente (Psol-SP). O novo texto inclui o estímulo a esses conselhos entre os objetivos e diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente.


    “O estímulo aos conselhos municipais do meio ambiente e mudanças do clima torna a gestão ambiental mais participativa, eficiente, melhora a governança ambiental e contribui para um desenvolvimento sustentável em todo o país”, argumenta a relatora.


    Segundo o autor, a iniciativa é necessária porque cerca de 21% dos municípios brasileiros ainda não possuem esses órgãos, "que são fundamentais para uma gestão ambiental inclusiva e eficaz”, afirma Valente.


    Próximas etapas

    A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


    Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


    Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei




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